O Lutador

  Esta semana assisti ao filme “O Lutador”(The Wrestler), filme marcado pela 200px-The_Wrestler_posteratuação de Mickey Rourke, cuja história de vida, dizem, se confunde com a do personagem, o filme é ótimo, e a atuação de Rourke realmente mereceu o Globo de ouro que recebeu, bem como a indicação ao Oscar.

  O filme conta a história de Randy “The Ram” Robinson, um lutador profissinal de luta-livre, sim aquelas lutas combinadas com sujeitos gigantes pulando um sobre o outro, eu particularmente acho estas lutas muito engraçadas, mas o filme em si é sério, aliás bem sério, Randy já é um lutador veterano e logo ao início do filme sofre um infarto e faz um ponte de safena, o que impossibilita-o de continuar lutando, é importante resaltar que as lutas que Randy enfrenta não são mais tão gloriosas como no ápice de sua carreira, ao contrário são lutas realizadas em clubes locais, sem transmisão ao vivo, ou de qualquer tipo, é como o cara que jogou na seleção terminar a carreira em um time de várzea.

  Mas isto é tudo que Randy tem, sua vida pessoal é com o perdão da má palavra, “uma bosta”, não tem família ou namorada e seus amigos são os colegas de ringue ou as crianças do bairro onde mora, além de viver sempre sem grana.

  Mas aqui vemos novamente que o ‘Loser” americano é muito mais interresante que o “Winer”, Randy com toda a sua roupa colorida é muito mais humano que o gerente do supermercando onde trabalha pra completar a renda.

  Uma cena que gostei muito é quando Randy em um momento de solidão chama um menino da vizinhança para jogar video-game com ele, um nintendinho velho de 8 bits, com um jogo em que o próprio randy estrela, nota: este jogo, criado para o filme, funciona de verdade em um video-game, o menino joga com Randy, ao mesmo tempo que comenta de “Call of Duty 4”, um jogo de guerra, Randy faz uma cara que ao mesmo tempo é de desolação e confusão perante o comentário do garoto, sem perceber ele acabou de humilhar Randy, até porque nosso herói é o próprio video-game, velho e esquecido, mas que já teve seus dias de glória, e quando ele tem um momento de triunfo ganhando do menino no jogo, o garoto simplesmente se cansa e sai deixando Randy novamente só.

  Aliás solidão é uma constante no filme chega a ser sufoante.

  Bom fica a dica deste filme pra quem quiser conferir.

  Lembrando sábado agora, dia 20 de junho, tem evento do 8 no Bar do Santa, espero vocês lá, mais informações: www.projeto8.com , hoje fomos lá instalar a iluminação pra exposição, “Que Ttrabalho!”

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

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