Archive for julho \27\UTC 2009

Hamlet e o filho do padeiro

27/07/2009

  padeiroAcabei de ler este belíssimo livro e devo dizer que o devorei, faminto que estava para saber mais do mestre Boal.

  O livro narra a história de Augusto Boal desde as suas raizes familiares, até fins do ano de 1999, época em que o livro foi escrito.

  Boal foi o artista brasileiro com maior expressão internacional no campo teatral, seu teatro do oprimido esta em mais de 50 países como comentei em outra ocasião.

  O livro tem uma escrita agradável e é quase impossível não se identificar com o mestre em momentos como os quando ele narra discussões dele, com ele mesmo.

  Eu me emocionei em diversas partes, como quando ele ouve de John Gassner: “Mr. Boal, you are a playwriter!”, ou quando recorda com carinho da compaixão que os amigos lhe tiveram, nos dificeis tempos da ditadura.

  É com certeza um livro essencial pra quem quer entender não só a história do teatro do brasileiro, mas também toda a geração de artistas da qual Boal fazia parte.

  E um detalhe muito bom é que só paguei R$10,00 no livro, na livraria cultura do cojunto nacional.

  “Pra mim, a Palavra é um ser vivo. Ao escrever este texto, sinto alegria sensual, corporal, vendo as palavras fugindo dos meus dedos e reaparecendo, alegres, na tela do computador. Quando saem de mim, da minha cabeça e do meu sangue, primeiro me miram e se deixam ver, em humano diálogo com a tela; depois, pedem licença: vão partir. Em busca de alguem: você, leitor. Palavras são amigas que buscam novos amigos.”
                                                                                                                        Augusto Boal.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

O Ator

24/07/2009

  Tive inspiração e escrevi um monte de bobagem:

           O que é o ator? Quem é esta figura estranha que cria universos, e os desfaz a cada noite? Que tipo de criatura carrega este fardo?

            O Ator é o louco! Ou talvez seja o solitário que vê a verdade?

            Que figuras divertidas são os atores.

            São Pagãos, pois o teatro tem seus próprios deuses, mas ainda assim acreditam que Deus esta do lado deles, mesmo os ateus.

            Sentem medo, as pernas tremem, a garganta seca, sempre a cada espetáculo, mas não podem viver sem isso, é sua droga, sua paixão.

            Os atores são prostitutas que vagam por ruas sujas e como estas sabem a verdade escondida do mundo.

            Os atores, por pura contradição, não usam máscaras e saem a vagar por aí nus sem perceber que os outros os apontam e riem de sua inocência.

            Os atores são amargos, pois sabem o que é sentir o gosto de sangue que lhe escore pela boca quando se atiram ao precipício.

            Que idéia essa de alguém ser ator!

            Mas ser ator não é opção é maldição, vocação sem sacerdócio, é a única possibilidade de um ser recheado de seres, que por vez ou outra tem de deixar que um se apresente, para que o mesmo não o mate.

            Como mães os atores sofrem, no parto e na despedida, não mandam em suas crias elas insistem em ganhar forma e cor independente na cabeça de um público incauto.

            O que sobram aos atores? Só as memórias do que um dia foi, o seu próprio ser misturado, até quem um outro ser resolva vir perturbar lhe o sono.

            Finda o espetáculo, apagam-se as luzes, baixam-se as cortinas e o ator está só, este que já foi muitos, personagens e público, todos condensados em seu âmago, agora é um, pois a solidão é a personagem secreta que todo ator carrega, sempre, por toda a vida em um grande palco sem adornos.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

“A Pedra e O Lago” Diário de bordo

18/07/2009

  Esta semana foi a estréia do espetáculo em que eu dirijo chamado ” A Pedra e o Lago” , abrindo a “7ª Mostra de Artes Cênicas de Jacareí”, vou fazer um pequeno diário de bordo contando como foi tudo.

O Cara que aparece aí é o Guedes que fez um trabalho de interpretação de texto

O Cara que aparece aí é o Guedes que fez um trabalho de análise e interpretação de texto com a atriz.

  Segunda-Feira, 13 de Julho.

  Acordamos cedo, eu e a minha mãe, a atriz Marilda Carvalho, entregamos alguns cartazes que faltavam e fomos buscar o figurino, quando íamos para São José dos Campos fazer o primeiro ensaio com figurino o carro pifa,  paramos na estrada, ligamos para o mecânico e com a ajuda de um estranho que ligou a ventoinha pra nós, fomos até a oficina, problema simples, parece que havia um “bloqueio” de ar que fazia com que a ventoinha não ligasse, perdemos meia-hora, mas problema resolvido.

pedra2

  Chegando lá eu queimo o rádio que usavamos pra ensaiar, arrumamos outro e seguimos, houve um estranhamento com o figurino, parece que não tinha ficado como imaginávamos, mesmo na prova de roupa, mas durante o ensaio fomos curtindo aos poucos o movimento e desenho dos figurinos, só ficou faltando alguns ajustes aqui e alí e tudo certo.

pedra3

  Terça-Feira, 14 de Julho.

  Logo cedo ficamos sabendo que havia saido a primeira matéria em jornal falando do espetáculo foi no “Diário de Jacareí” e, pasmem, eles publicaram tudo que mandamos no release.

Diário de Jacareí.

Diário de Jacareí.

  Fizemos o segundo ensaio com figurino, desta vez levamos também o linólio.

A autora Ludmila Saharovsky.

A autora Ludmila Saharovsky.

  Quarta-Feira, 15 de Julho.

  Dia de ensaio geral, seria a primeira vez que a autora iria ver como estava o espetáculo, frio na barriga!

  Chegamos no teatro as 9h00, e começamos a montagem, só terminamos a montagem por volta das 12h30, abraços aqui ao compradre Miguel que teve toda paciência para montar a luz.

Eu na montagem de luz.

Eu na montagem de luz.

  Após a montagem finalmente iniciamos o ensaio geral, eu ainda queria fazer uma passada técnica pra definir como ia ficar a luz nas cenas, mas não deu, não tinhamos tempo, então fomos pro ensaio, achei tudo um pouco frio, mas é normal com todo o stress da montagem e ainda tinha um pessoal fazendo aula de violão no saguão, o barulho vazava na sala e eles brigavam com a gente por passar pela porta do salão, fora que eu acendi um luz de platéia, sem querer durante a passada e ela ficou ligado o tempo todo, pelo menos ela não era tão forte.

pedra4

  Terminado a passada fomos falar com a Ludmila, ela disse que havia gostado, mas nos não ficamos muito satisfeitos, ficamos com uma sensação de “acho que ela não gostou”. Nesse dia também foram feitas as fotos que ilustram o artigo, agradecimento a nossa fotógrafa Edna Médici, e saiu também matéria no “Valeparaibano” jornal de prestígio na região.

Valeparaibano.

Valeparaibano.

  Quinta-Feira, 16 de Julho.

  Véspera da estréia, dia de ficar em casa e não fazer nada, apenas relaxar  preparando-se para a estréia, ainda fomos buscar as fotos, minha mãe se emocionou ao se ver nas fotos.

  Antes de dormir li o último capítulo de “O Ator Invisível” de Yoshi Oida, completado ritual fui dormir.

pedra1

  Sexta-Feira, 17 de Julho.

  Dia da estréia, chegamos ao teatro as 9h30, e fomos montar o cenário, como a luz já havia sido montada na quarta, nossa preocupação era só com o cenário mesmo, demoramos um tempo limpando o linólio, até que determinada hora minha mãe sai para coprar mais álcool para a limpeza, ela volta dizendo que havia encontrado a Ludmila e ela a havia enchido de elogios e até se emocionado, assim tiramos uma grande pulga da orelha e terminamos a montagem.

  A bailarina Cristiane Azevedo, chegou por volta da 15h00, cheia de culpa por não poder ter chego cedo, mas ela teve que fazer um trabalho durante o período da manhã, não se preocupe Cris todos sabemos como é difícil viver de arte no Brasil, nos preparamos para uma passada geral, mas não houve tempo de chegar até o final, fomos, então, nos preparar, nos maquiar, e nos concentrar, nessa hora o teatro já estava com o pessoal da filmagem e o Namorado da Cris que é um grande fotógrafo o Adilson Machado, quando tiver as fotos dele eu posto aqui.

  Começa apresentação, medo,  nervossismo, até que a gente se acalma durante o espetáculo e percebe que o público está alí atento, terminada apresentação, sucesso! O público parece ter gostado bastante e então fomos fazer um bate papo, bastante gente permaneceu, foi tudo muito gostoso e aí é só alegria, fomo todos para a casa da Ludmila comemorar.

  Não posso deixar de agradecer a Mária Tereza, que nos ajudou muito no processo, Cláudio Coka, que fez o projeto do mancebo, e nossos apoiadores CBS, Dance Factor de São José dos Campos e a unidade do SEST/SENAT de Jacareí.

  Particularmente eu agradeço também a toda equipe criativa, ao Carlos Guedes, a Ludmila Saharovsky, a Cristiane Azevedo e a minha mãe Marilda Carvalho.

pedra7 

 Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

Temporada da Baratinha continua em julho

13/07/2009

  Só avisando que o espetáculo em que eu trabalho  “O  Casamento da Baratinha”, continua em cartaz.

  ONDE: Teatro da Vila – Rua Jericó, 256 – Vila Madalena

  DIAS e HORA: domingos às 11:00 horas até 26 de Julho.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

Pequenas Jóias que achei na net

12/07/2009

  Hoje quere comentar sobre alguns tesouros que achei na internet, é verdade que tem muito lixo na rede, mas se você garimpar bastante acha algumas coisas que realmente valem a pena.

  A Primeira são os trabalhos de Samanta Flôor, ela é uma ilustradora de Porto-Alegre que tem um traço doce e simpático ela também faz alguns quadrinhos em que ela mesma é a personagem principal chamados de “Toscomic’s”, eu não achei nada tosco.

toscomics

  Aqui você tem o endereço do site: http://www.cornflake.com.br/port/, e do blog dela: http://www.cornflake.com.br/blog/

  Outro trabalho bem legal é o do bonequeiro Jorge Miyashiro, de Curitiba (hoje só da o pessoal do sul), ele tem um trabalho com fantoches muito bacana, os bonecos são muito bem construídos e os textos super sensíveis.

  Aqui voce confere o blog do moço: http://miyashiroteatro.blogspot.com/

  Bom por hoje é só quando tiver mais tesouros eu conto pra vocês.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

A Pedra e O Lago estréia dia 17/07

06/07/2009

  Pessoal o espetáculo que eu dirijo “A Pedra e O Lago” irá estrear dia 17 de julho na 7ª Mostra de Artes Cênicas de Jacareí. Estamos a todo vapor dia 10 ficam prontos os figurinos e o mancebo, e dia 15 temos o ensaio geral.

  Por fala e mancebo, ele é um elemento importante no espetáculo, segue o crôqui do mesmo com os agardecimentos a Cláudio Koca, que fez o projeto.

Projeto de Cláudio Koca

Projeto de Cláudio Koca

  E além do crôqui, também temos o cartaz do espetáculo.

Cartaz-Mostra-net

  Bom por hoje é isso, espero que tenham gostado das imagens.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.