“A Pedra e O Lago” Diário de bordo

  Esta semana foi a estréia do espetáculo em que eu dirijo chamado ” A Pedra e o Lago” , abrindo a “7ª Mostra de Artes Cênicas de Jacareí”, vou fazer um pequeno diário de bordo contando como foi tudo.

O Cara que aparece aí é o Guedes que fez um trabalho de interpretação de texto

O Cara que aparece aí é o Guedes que fez um trabalho de análise e interpretação de texto com a atriz.

  Segunda-Feira, 13 de Julho.

  Acordamos cedo, eu e a minha mãe, a atriz Marilda Carvalho, entregamos alguns cartazes que faltavam e fomos buscar o figurino, quando íamos para São José dos Campos fazer o primeiro ensaio com figurino o carro pifa,  paramos na estrada, ligamos para o mecânico e com a ajuda de um estranho que ligou a ventoinha pra nós, fomos até a oficina, problema simples, parece que havia um “bloqueio” de ar que fazia com que a ventoinha não ligasse, perdemos meia-hora, mas problema resolvido.

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  Chegando lá eu queimo o rádio que usavamos pra ensaiar, arrumamos outro e seguimos, houve um estranhamento com o figurino, parece que não tinha ficado como imaginávamos, mesmo na prova de roupa, mas durante o ensaio fomos curtindo aos poucos o movimento e desenho dos figurinos, só ficou faltando alguns ajustes aqui e alí e tudo certo.

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  Terça-Feira, 14 de Julho.

  Logo cedo ficamos sabendo que havia saido a primeira matéria em jornal falando do espetáculo foi no “Diário de Jacareí” e, pasmem, eles publicaram tudo que mandamos no release.

Diário de Jacareí.

Diário de Jacareí.

  Fizemos o segundo ensaio com figurino, desta vez levamos também o linólio.

A autora Ludmila Saharovsky.

A autora Ludmila Saharovsky.

  Quarta-Feira, 15 de Julho.

  Dia de ensaio geral, seria a primeira vez que a autora iria ver como estava o espetáculo, frio na barriga!

  Chegamos no teatro as 9h00, e começamos a montagem, só terminamos a montagem por volta das 12h30, abraços aqui ao compradre Miguel que teve toda paciência para montar a luz.

Eu na montagem de luz.

Eu na montagem de luz.

  Após a montagem finalmente iniciamos o ensaio geral, eu ainda queria fazer uma passada técnica pra definir como ia ficar a luz nas cenas, mas não deu, não tinhamos tempo, então fomos pro ensaio, achei tudo um pouco frio, mas é normal com todo o stress da montagem e ainda tinha um pessoal fazendo aula de violão no saguão, o barulho vazava na sala e eles brigavam com a gente por passar pela porta do salão, fora que eu acendi um luz de platéia, sem querer durante a passada e ela ficou ligado o tempo todo, pelo menos ela não era tão forte.

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  Terminado a passada fomos falar com a Ludmila, ela disse que havia gostado, mas nos não ficamos muito satisfeitos, ficamos com uma sensação de “acho que ela não gostou”. Nesse dia também foram feitas as fotos que ilustram o artigo, agradecimento a nossa fotógrafa Edna Médici, e saiu também matéria no “Valeparaibano” jornal de prestígio na região.

Valeparaibano.

Valeparaibano.

  Quinta-Feira, 16 de Julho.

  Véspera da estréia, dia de ficar em casa e não fazer nada, apenas relaxar  preparando-se para a estréia, ainda fomos buscar as fotos, minha mãe se emocionou ao se ver nas fotos.

  Antes de dormir li o último capítulo de “O Ator Invisível” de Yoshi Oida, completado ritual fui dormir.

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  Sexta-Feira, 17 de Julho.

  Dia da estréia, chegamos ao teatro as 9h30, e fomos montar o cenário, como a luz já havia sido montada na quarta, nossa preocupação era só com o cenário mesmo, demoramos um tempo limpando o linólio, até que determinada hora minha mãe sai para coprar mais álcool para a limpeza, ela volta dizendo que havia encontrado a Ludmila e ela a havia enchido de elogios e até se emocionado, assim tiramos uma grande pulga da orelha e terminamos a montagem.

  A bailarina Cristiane Azevedo, chegou por volta da 15h00, cheia de culpa por não poder ter chego cedo, mas ela teve que fazer um trabalho durante o período da manhã, não se preocupe Cris todos sabemos como é difícil viver de arte no Brasil, nos preparamos para uma passada geral, mas não houve tempo de chegar até o final, fomos, então, nos preparar, nos maquiar, e nos concentrar, nessa hora o teatro já estava com o pessoal da filmagem e o Namorado da Cris que é um grande fotógrafo o Adilson Machado, quando tiver as fotos dele eu posto aqui.

  Começa apresentação, medo,  nervossismo, até que a gente se acalma durante o espetáculo e percebe que o público está alí atento, terminada apresentação, sucesso! O público parece ter gostado bastante e então fomos fazer um bate papo, bastante gente permaneceu, foi tudo muito gostoso e aí é só alegria, fomo todos para a casa da Ludmila comemorar.

  Não posso deixar de agradecer a Mária Tereza, que nos ajudou muito no processo, Cláudio Coka, que fez o projeto do mancebo, e nossos apoiadores CBS, Dance Factor de São José dos Campos e a unidade do SEST/SENAT de Jacareí.

  Particularmente eu agradeço também a toda equipe criativa, ao Carlos Guedes, a Ludmila Saharovsky, a Cristiane Azevedo e a minha mãe Marilda Carvalho.

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 Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

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2 Respostas to ““A Pedra e O Lago” Diário de bordo”

  1. Eduarda Says:

    Oi! O homem com um ideal tem um barco no coração e uma bússola na cabeça.Por isso ,não há tempestade que o afunde e tire o rumo certo… essa encaixa perfeitamente em vc Paulo… obrigada por me previlegiar com tão bons escritos.bjos no coração.

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