Nada novo, mas enfim…

  Pessoal segue uma capítulo do meu livro “Nada novo, mas enfim…”, espero que agrade.

 

Capítulo VIII

 

            Sete horas em ponto, Carlos estava na bilheteria, Clara ainda não chegara, acabou pensando em Valéria, lembrava da primeira vez que a tinha encontrado no cinema. Coisa estranha, essas lembranças fugidias que, rebeldes, insistem em aparecer sem serem convidadas.

            Foi uma animação infantil, não era culpa de ninguém, simplesmente foi a melhor opção que tinham no momento, o filme foi divertido, pelo que ele lembrava, mas se lembrava mais era de beijá-la e ao mesmo tempo ter preocupação de não escandalizar as crianças do local, não tinham pensado nesse detalhe, filme infantil tem crianças assistindo, os beijos tinham que ser discretos.

            Era divertida essa coisa de querer fazer e não poder, como quando ele pela primeira vez a tocou nos seios, estavam em um ponto de ônibus, e toda vez que ele se aproximava de sua meta, passava um carro e ele disfarçava, outras vezes era uma senhora que cruzava a rua, por fim resolveu mandar os bons modos as cucúias e lhe acariciou os seios levemente, enquanto a beijava, quem dera pudesse ter congelado o tempo.

            Que gosto amargo, o que tem a nostalgia, a falta de algo que não mais existe. Mas agora a situação era outra, outra paixão, outras esperanças, quem sabe agora encontrara a pessoa certa?

            Clara chegou deslumbrante, como bem sabia fazer, o que deixava Carlos perplexo com a sua sorte, o que teria ele feito pra conquistar tão bela flor? Ele que não era nem muito bonito, nem feio, desses tipos que passam despercebidos na rua, por que ela resolvera sair com ele? Bom era melhor deixar as questões existenciais de lado e aproveitar o momento.

            – Demorei muito?

            – Não, cheguei agora.

            – O que vamos assistir?

            – Não sei. Quer ver desenho?

            – Para, tô falando sério, o que tá passando de bom?

            – Tem um filme argentino que parece ser ótimo, que tal – Perguntou Carlos sorrindo.

            – Pode ser, vamos lá, então.

            Dizem que a vida gira em ciclos, que repetimos os mesmos erros diversas vezes, quem dera se repetissem apenas os bons momentos.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

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Uma resposta to “Nada novo, mas enfim…”

  1. kelly Says:

    Eu jah li as peripecias do santo carlos…rrrrrrrrssssssss

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