Archive for dezembro \28\UTC 2009

Fim de ano

28/12/2009

  Encerramos um ano cheio de atividades, foi o primeiro ano deste blog, também foi o ano com mais eventos do “Projeto 8”, neste ano eu entrei para a Cia. Stromboli e começei a escrever, enfim muitas coisas, esperamos que o novo ano traga ainda maiores conquistas, e quem saiba consigamos assim contribuir com o cenário artístico nacional, ou quem sabe sensibilisar pessoas construindo assim para a formação de um público consumidor de arte. Como já estou beirando a pieguice encero aqui informando algumas ações já confirmadas pra 2010.

  No dia 21 de janeiro teremos mais um Sarau do 8, todos estão convidados. logo mais divulgarei maiores informações.

  Durate todo o mês de janeiro o espetáculo “O Casamento da Baratinha” estará em cartaz em 3 cidades:

  Em São Paulo, no Teatro Folha – Shopping Higenópoli nas terças com início no dia 5 de janeiro até o dia 26.

  Em São José dos Campos, no Teatro do Shopping Colinas nas quartas com início no dia 6 de janeiro até o dia 27.

  Em Campinas, no Teatro do Shopping Dom Pedro nas sextas com início no dia 8 de janeiro até o dia 29.

  Todas as apresentações serão as 14h00.

  Em março o espetáculo “A Pedra e O Lago” estará em Curitiba, participando do Fringe – Mostra Paralela ao Festival de Teatro de Curitiba, o dias e horários serão os seguintes:

  A Pedra e O Lago 17/03/2010 – 22:00
  A Pedra e O Lago 18/03/2010 – 13:00
  A Pedra e O Lago 19/03/2010 – 16:00
  A Pedra e O Lago 20/03/2010 – 19:00

  Todas as apresentações vão ocorer no Solar do Barão.

  Por hora são estas as notícias, termino aqui o último artigo do ano, com um sentimento de otimismo que espero se estenda a todos os leitores deste blog.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

O Anti-Efêmero

20/12/2009

  Ariovaldo acordou com uma idéia fixa em sua mente. Nunca mais iria apagar nada que porventura escrevesse, nem uma vírgula, nem uma correção, nada. Nunca mais faria uso de borrachas ou quaisquer outros artifícios que pudessem esconder um erro. A memória precisa ser conservada, Deus pode estar numa vírgula mal colocada. Então deste dia em diante, Ariovaldo nunca mais ousou atentar contra a palavra registrada.

  Esta decisão a princípio simples mostrou-se caprichosa, os pequenos erros em bilhetes podiam ser ignorados, ou um novo bilhete podia ser feito, mas com a falta de tempo e a fadiga, reescrever, até uma pequena mensagem, era um ato desagradável, o que incomodava deveras era a letra trocada ao fim da lauda.

  Pela escrita eletrônica os problemas se mantinham era comum um simples memorando ter entre doze a trinta e cinco versões armazenadas na memória.

  Resolveu-se por ignorar estes pequenos deslizes, o leitor, pelo uso correto da lógica, que se ocupasse em descobrir as falhas do autor.

  Tal medida mostrou-se infrutífera, pois dela derivaram-se muitos desencontros, principalmente entre sua esposa e sua amante, já que a oficial chamava-se Cláudia e a outra tinha por alcunha o nome Gláucia, o estagiário nunca sabia a quem mandar um recado quando anotado ao pedido estava escrito: “Mandar para Gláudia”.

  Por fim Ariovaldo determinou que se não podia-se apagar nada poder-se-ia acrescentar algo, logo seus textos eram recheados de: “(erie) – errei no conteúdo entre parênteses -” algumas vezes haviam parênteses sobre parênteses mas isso acontecia com certa raridade.

  Quando esta solução já estava estabelecida e tudo corria com uma certa normalidade Ariovaldo percebeu uma mancha em sua blusa, a princípio ficou irritado com a lavanderia, perderia horas importantes do seu dia indo em casa trocar de roupa, entretanto, a mancha acabou por se mostrar como uma nova forma de escrita, e portanto não poderia ser apagada, nenhuma roupa deveria ser lavada pois a memória das coisas está contida na sujeira, a casa não deveria ser limpa e nem banho deveria ser tomado. Ter todos os dentes brancos é um atentado contra as marcas do tempo e há de se respeitar o tempo.

  Com estas atitudes Ariovaldo foi se isolando cada vez mais, à medida que as marcas eram mais fortes, menores eram o número de pessoas em seu entorno a amante nunca mais dera notícia e sua mulher num ultimato rejeitado acabou-se também por despedir-se. Tanto melhor, perdem-se as pessoas, mas ganha-se em experiência.

  Algum tempo de ermitagem depois, Ariovaldo ficou enfermo, foi levado ao doutor, deram-lhe um banho à sua revelia, mas o paciente negou-se a toma medicação. Dizia ele que as soluções químicas eram como apagar a história escrita pelas bactérias, nenhum apelo o fez repensar a sua posição, por fim acabou indo ao óbito. Em sua lápide ficou estampado a epígrafe: “Todo (respeisto) – errei no conteúdo entre parênteses – respeito à memória”.

  Este conto foi feito por Paulo Carvalho.

Os bichos e a Olga

19/12/2009

Participação da Cia. Stromboli no programa da apresentadora Olga Bongiovani na TV Aparecida.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

Cia Stromboli na TV Aparecida.

15/12/2009

  Hoje, terça-feira a Cia. Stromboli vai ao programa da apresentadora Olga Bongiovani na TV Aparecida. O Programa é ao vivo e vai ao ar as 19h00 esperofazer bonito lá.

  Este artigo foi feito por Paulo Carvalho.

Quando criança eu queria ser herói

14/12/2009

  Quando criança eu queria ser herói – Estava olhando pra frase que me parecia tão promissora, um belo conto sairia dali. Falaria, quem sabe, dos pequenos prazeres de infância, do tempo em que corria com os pés descalços e como isso moldou o homem que sou, mas a verdade é que não conseguia ir além da bela frase.

  Resolvi dar um tempo, deixar a idéia na gaveta da memória, com algum tempo ela se desenvolveria sozinha e voltaria pra me contar suas aventuras.

  Durante semanas não me preocupei com isso, o pequeno herói estaria fazendo das suas e eu ia seguindo minha vida, com olhos atentos, procurando os segredos da história.

  Acontece, porém, que o inconsciente se fazia preguiçoso, ou era birra contra meus sonhos de super-humano, nada além da frase inicial, nenhum material com que trabalhar, mas duelando com a teimosia da mente sub-consciente, estava o também teimoso apego pela idéia, e minha cabeça se tornou como o topo da montanha que só responde em eco: “Ser herói, herói, ói”.

  Eu estava assim, sem entender o porque a frase me era tão querida e porque diabos nada surgia dela, resolvi viajar, voltar à cidade onde crescera, lá se esconderia o meu pequenino herói.

  Já fazia alguns anos que não voltava à cidade, nenhum ponto turístico, nenhuma graça, a cidade era só mais uma cidadezinha de interior, mas assim mesmo tinha sido meu refúgio o jardim onde se escondiam minhas raízes, talvez por isso sentia uma pressão no peito durante a viagem.

  Desci na rodoviária, fui direto ao hotel, tomei um banho, e fui à janela, me sentia estranhamente preenchido, meio feliz, meio com medo, meio amargurado. Devia ser por volta das dezesseis horas, o estômago começou a reclamar, procurei uma padaria, a velha padaria do centro, lugar proibido na infância, já que lá sempre estavam os bêbados acompanhados de suas dores, estava mudado, algumas reformas, nada estrutural, mas não mais o mesmo lugar, os bêbados já não tinham a mesma poesia, me senti um intruso, um forasteiro.

  Nada de grande aconteceu na primeira noite, jantei, voltei ao hotel, dormi. Dia seguinte acordo cedo, oito horas, sigo pra escola, as crianças brincavam como sempre, procuro uma antiga professora, já velhinha, mas ainda com o mesmo ar de mulher independente, a mesma emanação de sábia mestra, conto que fui seu antigo aluno que voltei à cidade pra relembrar, ela sorri, “ainda procurando seu tesouro?”, se despede têm alunos a cuidar, eu a vejo ir com seus passos tímidos, aquela mulher marcou-me a vida.

  Visito outros lugares, espaços de antigas brincadeiras, o passado de alguma forma me iluminava o agora, mas nada do meu heroizinho. Fico sabendo do paradeiro de Ferdinando, meu antigo melhor amigo. Vou visitá-lo, ele me abraça como se tivesse me visto ontem, me apresenta seus filhos a esposa, conversamos sobre a vida, amenidades, me sinto feliz de uma forma que já tinha esquecido, quando estou saindo ele me diz: “Todos temos muito orgulho de você. Já foi até sua mãe? Ela gostaria de sua presença”.

  Volto para o hotel e me lembro por que nunca voltei à cidade, minha mãe, tinha que vê-la antes de partir.

  Acordo no último dia de viagem, partiria na hora do almoço, antes disso vou visitar minha mãe. Lembro que na infância o cemitério municipal me dava medo, sempre tinha alguma boa história de fantasma, de espírito maligno, de almas atormentadas, o cemitério era lugar de fantasias, agora é só saudade, chego ao túmulo da família, me sento, e por algum tempo fico só a fitar a lápide, a foto já gasta, ainda demonstra a graça daquela que fora minha mãe, ela morreu pouco antes de eu deixar a cidade. Estava indo estudar, me formei, consegui um emprego, e nunca tinha voltado a visitá-la. Meu pai sempre me convidava nos dias de finados, mas eu sempre arranjava uma desculpa, agora sozinho eu comecei a chorar, mas não foi triste, pelo contrário foi um choro tranqüilo, de saudade, mas feliz por ter tido o privilegio de crescer com seus puxões de orelhas.

  Pego o ônibus, volto pra casa e descubro que finalmente encontrei aquele tesouro ao qual a professora se referiu, e o meu pequeno herói? Ele esta sempre comigo, pois foi ele quem me salvou.

Este conto foi feito por Paulo Carvalho.

Show no Aurora – Ajuda Mário Bortolotto

08/12/2009

  Nesta quinta-feira 10/12/2009 vai rolar um Show da banda “Saco de Ratos” com o Paulão da Velhas virgens no vocal, mais a banda “Fábrica de Animais”.

  O evento vai acontecer no “Café Aurora” com entrada à R$10,00

  100% da entrada e 20% de toda a consumação vão para dar uma força para o Mário Bortolotto e família.

  O Café Aurora fica na Rua 13 de Maio, 112

Força Bortolotto

07/12/2009

Acredito que a maioria já saiba da tragédia que ocorreu na Praça Roosevelt com o dramaturga Mário Bortolotto, toda classe artística está abatida com o ocorrido e a família está precisando de ajuda então segue abaixo os dados que Gabriel Pinheiro postou no Facebook:

O estado do Mário permanece grave mas estavel. Abaixo os dados bancários da família para contribuições:

Cristiane do Carmo Viana
Banco: Unibanco
Agência: 0935
Conta poupança: 127721-6

A direção de Santa Casa também está necessitando de doadores de sangue que devem se dirigir à própria entidade situada à rua Cesário Motta Jr, 112 – Vila Buarque. Tel: 2176-7000.  

Novos autores – Carla Aranha

06/12/2009

  Hoje apresentamos mais um autor. Trata-se da Jornalista Paulista Carla Aranha que nos presenteia com seu poema.

  Homens

  Um homem é feito de pão velho,

  de migalhas que ficaram sobre a mesa?

  Não.  

  Um homem é feito de fome, de medo, de dor,

  E também de coragem,

  Senão não é um homem.

  É um arremedo de homem.

  É algo feito para durar pouco, para ser deixado.

  Na esquina.

  Como um pão que se joga fora.

  Um pão velho.

  Não.

  Um homem não é isso.

  Um homem é corpo.

  Um homem é sangue, que corre nas veias.

  Se não corre nas veias, não é homem.

  Um homem para ser homem precisa saber erguer a bandeira.

  Cantar a altos brados.

  Ceifar a terra.

  Podar, se for preciso.

  Cortar, se for preciso.

  Sangrar, se for preciso.

  Um homem que é homem sabe quando é a sua hora.

  O seu lugar.

  E a sua hora.

  Um homem que é homem sabe quando é hora de levantar a bandeira.

  De tomar a mulher.

  De levar embora a mulher.

  De erguer a mulher.

  Se o homem não sabe erguer a mulher, então não é homem.

  

  Queremos homens que conheçam a fome. E que conheçam o pólen. E a dor.

  Queremos homens que conheçam, que conheçam, que conheçam.

Show do Sambossa

04/12/2009

Quarta-feira dia 09 de Dezembro Show do Sambossa no Capital da Villa.

A partir das 21 horas.

Entrada – R$ 8,00 M e R$ 10,00 H.

Rua Fradique Coutinho, 888 (Esquina com a Inácio Pereira da Rocha) Vila Madalena – SP.

Reservas – www.capitaldavilla.com.br

Acessem –  www.sambossa.mus.br