Novos Autores – Moisés de Oliveira

  Primeiro artigo do ano, apresento a vocês mais um novo autor, trata-se do jovem paulista Moisés de Oliveira, que nos apresenta uma crônica:

  1.º Dia de Oratória

  19:15, estava terminando de me trocar, pensava que ia chegar no meu curso a tempo, mas me enganei. Guardei tudo que precisei nos meus bolsos: celular, dinheiro, RG e um papel com o local e sai.

  Andei o mais possível, pensei que poderia lá exatamente as 19:30.

  Cheguei na faculdade atrasado,peguei o elevador até o 4º andar e procurei a sala, na minha cabeça acreditava que era a classe 406. Achei a classe e abri, estava escura, aparentava não ter ninguém e a fechei.

  Tirei do meu bolso um papel, e, comecei a procurar a informação do local exato.

  Enquanto isso, ouvi o sinal do elevador e de repente, apareceu uma mulher, que estava de roupa social. Ela foi caminhando até o mesmo corredor que eu. Quando vi o número da sala, comecei a andar pelo local.

  – 409 – Disse eu bem baixinho, infelizmente a mulher ouviu e se virou pra mim.

  – Sala de oratória?

  – É.

  Pelo que vi, ela era da minha sala. Fui com a pessoa até o final do corredor, e ali estava: sala 409.

  Nós entramos, a professora estava contando uma história, pena que perdi no inicio, e, depois ela se apresentou.

  Reginah Araújo, chegava a ser menor que eu, parecia estar vestindo um tomara-que-caia preto e uma jaqueta cinza.

  Logo, olhei o povo do local, todos mais velhos que eu, alguns já estavam até na terceira idade.

  Por enquanto, não falávamos nossos nomes. A professora estava falando sobre o trabalho dela e o livro que já escreveu e perguntou:

  – Quem aqui gosta de pagar mico?

  Fui o único a levantar a mão, porém estava de cabeça baixa.

  – Então você é diferente – Disse ela.

  E continuou. Falou também sobre as ‘mascaras’ que usamos no nosso dia-a-dia, então, a facilitadora, pegou desenhos de varias caras e as colocou no chão e pediu para os alunos que fossem na ‘mascara’ na qual se identifica-se mais.

  Comecei a andar pelo local e vi os desenhos. Alguma coisa dentro de mim pedia para escolher a triste, pois não estava muito bem por causa de alguns problemas que andava tendo, mas, fui na cara feliz.

  A professora foi até as pessoas que estavam na mesma mascara que eu e perguntou:

  – Você se sente assim?

  Eu falava, mas, não conseguia falar direito, não era aquilo que queria falar, tudo parecia como se eu estivesse mentindo.

  Reginah ficou passando pelas pessoas, até chegar numa outra mascara, eu estava atento ao ouvir o que os outros falavam até que perguntei se podia mudar para uma mascara que não era nem feliz e nem triste e sim mais ou menos. Ela deixou e um outro também.

  – Sabia que vocês não se sentiam muito bem naquela mascara – afirmou a facilitadora.

  Depois, ela pediu para fazer um circulo,e, começou a ensinar técnicas de memorização com o nome. Falava-se o primeiro nome da pessoa, depois o adjetivo e depois um sinal com as mãos. Foi até engraçado, de inicio não decorei todos.

  Após a apresentação, ela fez outra técnica para decorar e treinar a coordenação motora.

  Alguns erraram, outros até conseguiam. Eu, por sinal, consegui.

  – Concentre-se no que você ta fazendo, não se preocupa com o outro – Explicou a professora.

  Quando acabou o treinamento, Reginah pediu para sua consultora escolher alguém para fechar o bloco. Dentro de mim eu falava: ‘Não me escolhe, não me escolhe’

  – Moisés – Diz a mulher.

  Não teve jeito, tive que falar, a professora apontava vários erros na minha posição e fala que ia concertando, até que uma hora consegui falar certo e o pessoal foi para o café.

  Lá na lanchonete, tive que deixar alguém ir na minha frente, estava contando o dinheiro, havia varias moedas, até que desisti de contar e só peguei um sanduíche natural sem nada para beber.

  Ao voltarmos, foi preparado outra dinâmica para nós. Desta vez, foi espalhado papeis pelo chão com uma mensagem, e foi pedido para todos se locomovessem para aquele que achar melhor.

  Fui vendo os papeis, achei um que chamava minha atenção, mas,preferi ver os outros, tive até que me abaixar para ver um deles, mas, não tive como, fui no que me senti melhor.

  Depois, tínhamos que sentar em dupla com alguém que estava ali no mesmo local que o meu, escolhi uma senhora de idade. O pessoal se separou em vários locais.

  Foi proposto uma entrevista, um entrevistava o outro e vice-versa, cada um teria 7:30 minutos.

  Durante a entrevista, conseguir conversar com a pessoa que estava comigo, por coincidência, ela também era evangélica, e eu também, e continuamos até que o tempo acabou.

  Agora, iríamos ter que falar em público como se tivéssemos que vender o outro.

  Queria ser o primeiro para acabar logo com isso, mas, não consegui, outros foram mais rápidos.

  Os que iam na frente falar, teriam que ser avaliados por nós e apontar os erros.

  Por sorte, ou azar, o meu ficou para o outro dia.

  Antes de terminar o curso, a professora contou outra história e disse que alguém iria a frente falar sobre o conto e como o entendeu.

  Lá fora, liguei para minha mãe, ela pediu para encontrar com ela na rua espírito santo, uns 10 minutos dali. Comecei andando devagar até chegar numa rua totalmente deserta, tinha medo de ser atacado por alguém ou algo assim, então, sai correndo.

  Ao chegar lá, tive que esperar até que minha familiar chegasse. Tive pensamentos em tentar descobrir por qual lugar ela iria vim, afinal todos levavam ao mesmo lugar.

  Alguns minutos depois, ouço um barulho, alguém assoviando, tentei ver de onde vinha o som e achei, a pessoa fez um aceno com minha mãe e fui em direção dela as pressas, deu tudo certo afinal.

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